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Curso Técnico na Alemanha tem mais busca que Graduação, diz intercambiária do Rotary

A intercambiária do ROTARY, a alemã Magdalena Dräxl, (Line), foi palestrante na quarta-feira, dia 14, para os alunos do Curso Técnico em Administração do CENTRO SOCIAL ENCANTOS DOMINICANOS. Com residência fixa na cidade de Raubling, está em Uberaba há quase um ano e retorna à Alemanha em agosto. Com 18 anos, discorreu sobre a vida dos jovens na Alemanha, diferenças culturais entre os países, respondendo perguntas dos alunos que têm a média de idade entre 16 e 18 anos.

“No começo me assustei muito com este jeito brasileiro de abraçar, beijar sempre. Na Alemanha, todos guardam uma distância física um do outro. As amizades também demoram a acontecer. No Brasil, as amizades acontecem com muita rapidez. Gostei muito do Brasil e já pedi à minha família pra fazer UnB aqui, curso de Relações Internacionais”, revelou com um excelente português, às vezes buscando no fundo da mente alguma tradução.

Durante uma hora, a intercambiária do Rotary respondeu a várias perguntas, da culinária à música. Revelou que se continuar a residir na Alemanha, não pretende fazer curso superior lá. Segundo explicou, a maioria dos jovens na Alemanha fazem cursos técnicos e ganham muito bem em suas carreiras. Diferentemente do Brasil, cursos de Graduação ficam mais restritos a quem deseja uma vida acadêmica. Admitiu também que a maioria dos alemães tem uma visão distorcida do Brasil, como se fosse uma selva de norte a sul. "É a verdade... muitos de nós pensam no Brasil com macacos e outros animais cruzando as ruas e muita selva", disse, causando gargalhadas.

Magdalena Dräxl, (Line) encontra-se em Uberaba graças ao programa de intercâmbio de jovens do Rotary Internacional. Anualmente, cerca de 10 mil jovens - entre 15 e 18 anos - trocam de países e residem por um ano em casa de rotarianos. Normalmente, como no caso de Line, moram com quatro famílias diferentes durante o ano. Na cidade, são matriculadas em um curso equivalente ao que faz em seu país natal.

Para participar do programa de intercâmbio de jovens do Rotary, os candidatos devem ter domínio da língua inglesa. Passam por entrevista psicológica e devem ter o aval de um clube de Rotary. As famílias dos candidatos aprovados, em média, arcam com menos de 10% das despesas totais que teriam para manter um filho no exterior durante um ano.

15/05/14 [C.H.A.]
 


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