Ensino Médio

Ensino Médio CNSD: "Ensino forte e organizado."

Considerando que, nas últimas décadas, tem se questionado muito o ENSINO MÉDIO, novas técnicas devem ser introduzidas, pois a educação e o ensino fazem parte de um contexto social dinâmico.

Assim, cabe à escola prepararem os jovens para a participação ativa na vida social pela instrução, proporcionando ao aluno o domínio dos conhecimentos sistematizados, o desenvolvimento das capacidades físicas e mentais, a apropriação dos instrumentos culturais e científicos indispensáveis para a continuidade dos estudos, sucesso em PROGRAMAS SERIADOS, no NOVO ENEM, VESTIBULARES, EMPREGABILIDADE e conquista dos direitos da cidadania.

Considerando ainda as transformações consequentes do processo de internacionalização da economia e das concepções da política neoliberal mudando a vida da humanidade, interferindo na organização da sociedade e no cotidiano das pessoas – afirmamos que a educação tem um papel fundamental, não apenas como uma opção técnica sintonizada com as mudanças radicais que acontecem no mundo do trabalho, mas como uma alternativa para a construção de uma sociedade democrática, solidária e com justiça social.

Nossos jovens são sujeitos do processo histórico e social do conhecimento e por isso, se constituem como seres ativos na relação ensino e aprendizagem, logo, não basta esgotar conteúdos programáticos, torna-se importante ensinar nosso aluno a aprender a aprender. 

O nosso desafio é grande diante da função da filosofia dominicana em formar o ser humano em todas as suas dimensões: cognitiva, afetiva, social, espiritual e ética, mas com o trabalho em equipe, a visão de futuro e competência profissional de todos os envolvidos, temos a convicção de que atingiremos a concretização de nossa proposta.

Objetivos:

  • Proporcionar aos alunos uma educação de qualidade, que os prepare para a aquisição dos conhecimentos científicos, culturais e artísticos.
  • Favorecer uma educação voltada para o domínio das linguagens, das ciências e das tecnologias, desenvolvendo no aluno o senso crítico e o exercício da cidadania.
  • Desenvolver a capacidade de aprender a aprender, apropriando-se dos saberes, e sendo capaz de se adaptar com flexibilidade às novas condições de ocupação ou aperfeiçoamento posterior.
  • Oferecer oportunidade de crescimento espiritual, que venha contribuir para a formação de pessoas íntegras, justas e fraternas, conscientes de seu papel de agentes transformadores.
  • Incentivar os alunos para o exercício da descoberta da pesquisa, do experimento, da criatividade, facilitando uma nova postura de profissional, e acentuando o compromisso com a relação entre teoria e prática.
  • Solidificar os princípios sociais, humanos e educativos defendidos pela Proposta Pedagógica, para garantir a ampliação da visão de mundo dos educandos, facilitando o seu engajamento no campo acadêmico e/ou profissional

 

 

"Repensando a escolha profissional" - Por Vera Lúcia Dias [Mestre em Psicologia Clínica, Terapeuta do Luto e das Perdas e Palestrante]

Ininterruptamente, ano após ano, lidamos com famílias às voltas com a escolha profissional de seus filhos adolescentes, que se diferenciam entre si pelo maior ou menor grau de tranquilidade nesse momento de vida.
Uma das dificuldades está na falta de diferenciação entre vocação e profissão. Quem pensa somente no sucesso financeiro que uma profissão/ocupação pode trazer sem considerar os verdadeiros pilares da satisfação profissional – reconhecimento social, sentimento de se estar sendo útil à comunidade, possibilidade de capacitação contínua e gostar do que se faz – corre risco de tornar-se um “bem-sucedido” infeliz.
Todo processo de escolha profissional deve basear-se no conhecimento de si mesmo, no conhecimento das profissões e nas tendências do Mundo do Trabalho. Tal processo pode complicar-se quando o adolescente, pela própria etapa de desenvolvimento e por suas características pessoais ou familiares, não consegue decidir-se com segurança.
Dentre tais complicações citamos desconhecimento de si mesmo e das próprias habilidades, interesses, aptidões; dificuldades de atenção, concentração, memória ou de envolvimento com estudo; desorganização geral; dificuldades emocionais ou de relacionamento; ansiedade e tensão; medo do fracasso; cobranças excessivas; pressões de diversas naturezas; desequilíbrio entre estudo e lazer; dificuldades financeiras; vivências de perdas, doenças ou separações.
Nesse contexto recomendamos aos pais não tratarem a questão da escolha como sendo de vida ou morte. Há casos em que deliberada e consensualmente adiar o vestibular por um ano a título de amadurecimento, além de não ser uma tragédia, no cômputo geral de uma vida não fará diferença. Penso valer a comparação entre os frutos amadurecidos à força, na “estufa” e os colhidos no tempo certo.
Em síntese, compreensão e paciência, sistema claro de regras, respeito às diferenças individuais e oferta de oportunidades para ampliação do conhecimento de si mesmo e das profissões poderão colaborar nesse momento.
Se nada disso facilitar a escolha, é hora de pensar numa ajuda profissional que evoluiu da simples aplicação de testes para um conjunto de vivências que permitam ao adolescente ressignificar sua escolha profissional.
Fonte: Jornal da Manhã - 09/02/12