Ensino Médio


Reunião de Pais do Ensino Médio no Colégio Nossa Senhora das Dores

Helena de Castro Cury Abud teve sua experiência profissional como professora no Colégio Nossa Senhora das Dores, logo após o curso de Magistério concluído no CNSD e no início do Curso de Letras pela, então, FISTA. Como professora de 1ª série (hoje, 2º ano do EFI), atuou por dez anos consecutivos, mesclando com o cargo de Coordenadora de Estudos Sociais no Ensino Fundamental. Logo no início de sua carreira no colégio, fez o Curso sobre Sistema Montessori, em São Paulo. Em seguida, passou a exercer a função de Coordenadora Pedagógica da Educação Infantil e Ensino Fundamental por vários anos. Em 2002, passou a coordenar o Ensino Fundamental II ( do 6º ao 9º ano) no turno da manhã. Sendo no segundo semestre de 2008, sua primeira experiência como Coordenadora Pedagógica do Ensino Médio, função exercida até o presente momento.
 

A Coordenadora Leninha - como é conhecida no CNSD - relata a importância das reuniões com os pais: "As primeiras reuniões com Pais de Ensino Médio de 2012 na escola aconteceram no período de 14 a 16/02/02, pela manhã. Uma ótima oportunidade para iniciar uma parceria de um ano inteiro em torno do mesmo objetivo: levar os alunos a aprender.  Esse é o momento de despertar na família o interesse em participar da vida escolar dos filhos. Uma reunião bem conduzida, portanto, faz a diferença. A primeira parte, mais geral, ficou a cargo da diretora Marta Fabri apresentando sua equipe de trabalho junto ao segmento do Ensino Médio; em seguida, Coordenadoras dos setores pedagógico, disciplinar e de esportes, bem como a Orientadora Educacional apresentaram suas funções e toda a dinâmica através da entrega do Manual informativo que norteará o bom andamento do ano em curso. Momento importante para mostrar que a aprendizagem só acontece se a escola, o aluno e a família trabalharem juntos, reforçando ainda o papel dos pais na aprendizagem dos filhos. Dados do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (SAEB) mostram que alunos que fazem parte de uma família que participa de forma direta do cotidianho escolar dos filhos apresentam desempenho superior em relação às demais. Os pais querem a confirmação de que escolheram a escola certa para os filhos. Conhecer o espaço onde o adolescente passa tantas horas do dia e perceber que é seguro e adequado ao ensino os deixam satisfeitos. O importante é que os pais saibam que seus filhos estão sendo cuidados e bem tratados por todos. É o que eles esperam da escola que escolheram. As novidades metodológicas de cada série do Ensino Médio podem ser acompanhadas pelo site da escola! Bom ano a todos nós!"

Ao final das reuniões, o texto abaixo escrito por Vera Lúcia Dias (Mestre em Psicologia Clínica, Terapeuta do Luto e das Perdas e Palestrante) foi lido e uma breve reflexão foi feita a respeito.

 

"Repensando a escolha profissional" 

Ininterruptamente, ano após ano, lidamos com famílias às voltas com a escolha profissional de seus filhos adolescentes, que se diferenciam entre si pelo maior ou menor grau de tranquilidade nesse momento de vida.
Uma das dificuldades está na falta de diferenciação entre vocação e profissão. Quem pensa somente no sucesso financeiro que uma profissão/ocupação pode trazer sem considerar os verdadeiros pilares da satisfação profissional – reconhecimento social, sentimento de se estar sendo útil à comunidade, possibilidade de capacitação contínua e gostar do que se faz – corre risco de tornar-se um “bem-sucedido” infeliz.
Todo processo de escolha profissional deve basear-se no conhecimento de si mesmo, no conhecimento das profissões e nas tendências do Mundo do Trabalho. Tal processo pode complicar-se quando o adolescente, pela própria etapa de desenvolvimento e por suas características pessoais ou familiares, não consegue decidir-se com segurança.
Dentre tais complicações citamos desconhecimento de si mesmo e das próprias habilidades, interesses, aptidões; dificuldades de atenção, concentração, memória ou de envolvimento com estudo; desorganização geral; dificuldades emocionais ou de relacionamento; ansiedade e tensão; medo do fracasso; cobranças excessivas; pressões de diversas naturezas; desequilíbrio entre estudo e lazer; dificuldades financeiras; vivências de perdas, doenças ou separações.
Nesse contexto recomendamos aos pais não tratarem a questão da escolha como sendo de vida ou morte. Há casos em que deliberada e consensualmente adiar o vestibular por um ano a título de amadurecimento, além de não ser uma tragédia, no cômputo geral de uma vida não fará diferença.  Penso valer a comparação entre os frutos amadurecidos à força, na “estufa” e os colhidos no tempo certo. 
Em síntese, compreensão e paciência, sistema claro de regras, respeito às diferenças individuais e oferta de oportunidades para ampliação do conhecimento de si mesmo e das profissões poderão colaborar nesse momento.
Se nada disso facilitar a escolha, é hora de pensar numa ajuda profissional que evoluiu da simples aplicação de testes para um conjunto de vivências que permitam ao adolescente ressignificar sua escolha profissional.

 

Fonte: Jornal da Manhã - 09/02/12

 


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