Vida e Obra de Madre Anastasie - Notícias

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Vida e Obra de Madre Anastasie

 

 

Madre Anastasie

Alexandrine Conduché, sobrinha do Padre Gavalda que foi um catequista-professor e abriu duas escolas: uma para os rapazes, outra para as moças, adaptando a escolaridade às capacidades dos jovens, forjando “para cada criança um vocabulário à sua medida” e dá-lhes a conhecer o amor de Deus.

Alexandrine Conduché é a Fundadora da Congregação das Dominicanas de Nossa Senhora do Rosário de Monteils. Tendo nascido em Compeyre, situada nas gargantas do rio Tarn, de uma família pobre e de fé sólida. Ela recebe uma educação escolar precoce e relativamente longa para a sua época: “ela era completa em tudo” relatam as crônicas.

Aos treze anos, para não permanecer mais tempo a cargo de seus pais, ela sai de Compeyre para ir para o presbitério do seu tio Artières em Tizac. O Padre Artières, consciente das qualidades intelectuais da sua jovem sobrinha, decide abrir uma escola para os iletrados da aldeia da qual ela se torna responsável.

A competência de Alexandrine é logo reconhecida e nota-se que com um raro bom senso, ela sabe limitar o seu ensinamento às necessidades dos seus alunos. Mas o que a motiva mais ardentemente é transmitir aos seus alunos “o amor do Senhor Jesus”. Nesse primeiro serviço da Igreja, ela compreende a perfeita unidade entre a profissão e o apostolado.

E Deus a interpela. E sem reserva, ela responde “Sim”. A sua atração mais intensa era para com a vida religiosa de tipo contemplativo. No noviciado de Saint Julien d’Empare, dão-lhe o sobrenome de “noviça despreocupada”, de tal forma ela é feliz na paz daquele convento.

É assim que em 1850, Alexandrine que agora se chama Irmã Anastasie, se torna aos dezoito anos, diretora da nova escola de Bor, onde os alunos afluem, e mestra das noviças da comunidade que está brotando.

Como Priora de Bor, transforma a sua casa num verdadeiro centro de formação para a vida religiosa apostólica: “o silêncio, o amor da oração e do trabalho” têm uma tal força de testemunho que de toda a parte, reclamam Irmãs para abrir “casas de escola”.

Muito sensível ao sofrimento, Madre Anastasie não hesita em enviar desde o início da fundação, Irmãs para visitarem e cuidarem dos doentes após as horas de aulas, às quintas-feiras e aos domingos e por vezes uma Irmã é encarregada dos doentes da paróquia, de dia e de noite. As Irmãs aprendem assim, a própria linguagem do Evangelho na qual o anúncio da Palavra é sempre acompanhado das palavras e dos gestos de bondade.

Quando Madre Anastasie morre, em 1878, a Congregação já contava com uma centena de Irmãs e com 26 casas.

A abertura social das primeiras comunidades, estreitamente ligada ao objetivo primordial de promover a inteligência da fé, vai marcar toda a história da Congregação das Dominicanas de Nossa Senhora do Rosário de Monteils. É esta fidelidade à sua tradição que orienta ainda hoje as Irmãs em direção de um apostolado comunitário, num serviço de verdade e de bondade. Chamadas por Cristo para viverem com Ele, Ele as envia, como os Apóstolos, para anunciar a Boa Nova aos homens, vivendo em total comunhão com eles.

Fonte: Livro “Ide, evangelizai todas as nações”  - Dominicanas de Nossa Senhora do Rosário de Monteils
Éditions du Signe/2000

 

Oração à Madre Anastasie

Meu Deus, vós sois nosso Pai e nós somos vossos filhos. Desejamos amar-vos fazendo vossa santa vontade. Concedei-nos, ó Deus, a graça de conhecê-la claramente e de cumpri-la sempre corajosamente.
Dignai-vos abençoar-nos, ó Pai, e conceder-nos pelas orações e méritos de vossa serva, Madre Anastasie, as graças que vos pedimos...
Nós vos prometemos melhor vos servir e melhor vos amar. Amém!

Equipe de Pastoral CNSD / 2018

 

 

Nas pegadas de São Domingos e Madre Anastasie

Para aprofundar no Carisma Dominicano e fazer dele a base das ações, em outubro de 2016, as Diretoras leigas dos quatro colégios da Província da Congregação de Nossa Senhora do Rosário de Monteils fizeram uma peregrinação missionária para conhecer e reconhecer o legado dominicano e buscar suas origens. Seguindo as pegadas de São Domingos e Madre Anastasie, visitaram cidades, capelas, casas dominicanas e o túmulo de Madre Anastasie. Em cada cidade, em cada lugar percorrido, viviam um pouco da história e fortaleciam a identidade da Congregação, fazendo múltiplas leituras e conexões entre o passado e o presente, criando diálogos como futuro.


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