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Anjolescência

Primeiro gostaria de citar a definição da OMS sobre adolescência:
Adolescência é uma etapa intermediária do desenvolvimento humano, entre a infância e a fase adulta. Este período é marcado por diversas transformações corporais, hormonais e até mesmo comportamentais. Não se pode definir com exatidão o início e fim da adolescência (ela varia de pessoa para pessoa), porém, na maioria dos indivíduos, ela ocorre entre os 10 e 20 anos de idade (período definido pela OMS – Organização Mundial da Saúde).
 

O tema proposto é a própria confusão em que está sujeito os adolescentes atuais, serem anjos. Anjos são seres assexuados que cuidam de outros seres. E aí em qual contexto entra a comparação?

Pela própria definição da OMS, é uma fase de transformações e percebemos que, principalmente nas capitais (e em muitas cidades do interior), os adolescentes estão formando grupos onde não importa a definição de orientação sexual , ficam com um e outro sexo, numa busca de prazer sem culpa nem definição.

A preocupação que temos é que na fase em que buscamos nossa identidade criamos um espaço de confusão, aberto, dissociado como o próprio adolescente já o é (em parte). Estamos criando um espaço bipolar sexual (anjos), em que teremos que passar por uma geração inteira para vermos as consequências.

E de onde vem isso? Culturalmente estamos expostos ao individualismo e abandono dos adolescentes. Cada vez mais deixamos nossos filhos à mercê de “amigos” e das mídias livres que inculcam valores consumistas. Os pais literalmente, por necessidade de trabalho, abandonam os filhos sem se preocuparem com seus momentos sozinhos. “Estão em casa” protegidos....

Minha intenção não é culpar ninguém, mas sim levantar esse tema para reflexão, para pensarmos o que fazer minimizando o buraco negro social em que estamos nos metendo.

Penso que a família tem poucas oportunidades de “cuidar” de seus filhos, então para que possamos procurar soluções pontuais para cada tipo de família. Uma das sugestões é oportunizarmos momentos de reflexão coletivas, como fazemos aqui no CNSD na Escola de Pais.

Sinto que um modelo de decisão coletiva familiar possa ajudar nas escolhas de todos como um conselho familiar semanal, onde todos opinam sobre o melhor para a família, possam rever decisões e tomar novos caminhos.

Não tenho vara de condão, nem respostas prontas, mas sei que tudo passa, por darmos educação familiar e escolar calcada em valores sólidos, nos exemplos, nos modelos seguros. Por isso, uma dica é escolher  uma escola que mostre e viva valores fundamentais  e que os adolescentes possam se encontrar num ambiente seguro.  

 

Donaldo Herbert Barcelos – Psicólogo

Orientador Educacional do Colégio Nossa Senhora das Dores


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