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Ensino de Língua mediado por computador: da Educação Infantil ao Ensino Médio

Andréa C. Centeno Rodrigues da Cunha

UFMG / Colégio Nossa Senhora das Dores – Uberaba-MG

andrea_centeno_cunha@yahoo.com.br

 

Cláudia Almeida Rodrigues Murta

UFMG / Colégio Atenas – Patrocínio-MG

claudia.murta@bol.com.br

 

RESUMO: No novo cenário que se apresenta na realidade social, o da intensificação do uso das tecnologias da informação e comunicação, o papel do professor, mais uma vez, se mostra fundamental para a promoção do letramento digital dos educandos. Neste sentido, metodologias de ensino que envolvam o uso das tecnologias da informação e comunicação são demandadas. O objetivo deste trabalho é relatar a experiência de ensino de língua portuguesa e estrangeira mediado por computador em escolas da rede particular de ensino nos anos iniciais e no ensino médio nas cidades de Patrocínio-MG e Uberaba-MG.

 

PALAVRAS-CHAVE: Ensino de línguas; computador; interação.

 

Introdução

 

O momento histórico em que nos encontramos no qual o uso das tecnologias digitais e dos sistemas de informação permeiam as relações sociais, o letramento digital é premissa para inserção do cidadão nas práticas sociais. As grandes inovações tecnológicas ocorridas nas últimas décadas resultaram na inclusão dos computadores nas escolas modificando o cenário escolar, trazendo desafios para os professores que se veem diante de novas situações pedagógicas geradas pelo acesso à informação, à participação ativa do aluno no processo de ensino e aprendizagem.

Nesse novo cenário que se descortina, o papel do professor, mais uma vez, se mostra fundamental para estimular nos alunos a busca pelo letramento digital, orientando-os a utilizar o computador e, consequentemente, a internet, de maneira segura, crítica e autônoma, dentro ou fora da escola.

Este trabalho tem como objetivo relatar a experiência de ensino de língua portuguesa e estrangeira mediado por computador em escolas da rede particular de ensino nos anos iniciais e no ensino médio nas cidades de Patrocínio-MG e Uberaba-MG.

 

Nova era, nova escola

 

Grandes revoluções acompanharam a trajetória do homem provocando grandes mudanças sociais e culturais que, consequentemente, levaram ao surgimento de novos gêneros do discurso. A revolução da comunicação trouxe a Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e a cultura digital propiciou o surgimento de novos gêneros textuais ou a evolução de gêneros antes restritos a determinadas esferas. A difusão da internet no cotidiano fez surgir segundo Lévy (1998, p. 28), “uma inteligência distribuída por toda parte, incessantemente valorizada, coordenada em tempo real, que resulta em uma mobilização efetiva das competências”.

A escola como a instituição social responsável pela instrução formal dos indivíduos, especialmente pelo ensino da linguagem escrita, e, consequentemente, do letramento de seus alunos, também deve se responsabilizar pela formação digital de seus educandos, preparando-os para a interação com a cultura digital.

Para isso, deve estar aberta a novas metodologias de ensino que utilizem as tecnologias da informação e comunicação (TICs) para fins pedagógicos, visto que na vida social elas já são uma realidade.

Os profissionais da educação devem, portanto, estar preparados para a prática educativa utilizando novos recursos tecnológicos de maneira criativa e proficiente. Mas, não só isso, os professores devem letrar-se digitalmente antes de pensar em qualquer coisa.

 

O computador na sala de aula

 

A ação do sujeito tratada frequentemente como prática ou práxis é o cerne do processo de ensino-aprendizagem. Mas, mais que isso, Vygotsky (1993) afirma que o meio social é determinante do desenvolvimento humano e isso acontece fundamentalmente pela aprendizagem da linguagem, que ocorre por imitação. Vygotsky concebe o homem como um ser histórico e produto de um conjunto de relações sociais, daí sua linha epistemológica ser denominada sócio-histórica. O estudioso considera que a consciência é engendrada no social, a partir das relações que os homens estabelecem entre si, por meio de uma atividade sígnica, portanto, pela mediação da linguagem.

É nas relações com o meio e com o outro (colegas e professor) mediadas pela linguagem que ocorrerá o desenvolvimento sóciocognitivo dos alunos. Na abordagem vygostskiana, o homem é visto como alguém que transforma e é transformado nas relações que acontecem em sua cultura. O homem é produto de trocas recíprocas, que se estabelecem durante toda sua vida, entre indivíduos e meio.

O professor vygotskiano é aquele que detendo mais experiência, funciona intervindo e mediando a relação do aluno com o conhecimento. O professor pode interferir no processo de aprendizagem do aluno e contribuir para a transmissão do conhecimento acumulado historicamente pela humanidade.

Outro aspecto importante no processo de ensino e aprendizagem tanto de Língua Materna quanto em L2 são as atividades lúdicas, visto que essas estimulam o desenvolvimento da fala e da escrita, propiciando aos alunos um ambiente de descontração. Para Vygotsky (1994, p. 103) “a aprendizagem e o desenvolvimento estão estritamente relacionados, sendo que as crianças se inter-relacionam com o meio objetal e social, internalizando o conhecimento advindo de um processo de construção”.

Assim, de acordo com Teixeira (1995), o jogo é um fator didático de extrema importância; mais do que um passatempo, ele é indispensável para o processo de ensino-aprendizagem. A educação pelo jogo deve, portanto, ser a preocupação básica de todos os professores que têm intenção de motivar seus alunos ao aprendizado.

É possível observar, portanto, o quanto o lúdico desempenha um papel fundamental na educação. Levar esse lúdico para as telas do computador é um desafio para os profissionais conscientes de que a mentalidade das escolas engajadas com o processo de evolução crescente pelo qual estamos passando é um fato real.

As noções da Linguística Ecológica também fundamentam uma proposta de ensino mediado por computador, já que é uma teoria que vê a linguagem como um sistema dinâmico, como atividade no mundo e nas relações entre os indivíduos, comunidade e mundo (VAN LIER, 2002 apud SOUZA, 2011).

Van Lier (2002 apud SOUZA, 2011) expõe quatro construtos básicos que sustentam a Linguística Ecológica, são eles:

1. A língua(gem) emerge de atividade semiótica;

2. A língua(gem) não surge de input que é processado, mas de affordances que vem a tona a partir de engajamento ativo e que permitem ação e interação adicional;

3. A língua(gem) não é transmitida de pessoa para pessoa por meio de monólogo ou diálogo, mas surge de processos indicativos que ocorrem em interações triádicas (para a Linguística Ecológica, o ambiente é parte constituinte das interações, sendo um terceiro interlocutor.)

4. A atividade linguística em contextos específicos pode ser analisada em termos de qualidade.

Paiva (2010) aponta para a importância do conceito de affordances utilizado pela perspectiva ecológica que pode ser de grande valia para esse projeto. O termo foi cunhado por Gibson (1986) explicado como o que o ambiente fornece ao animal (sujeito) tanto positiva quanto negativamente, implicando na complementaridade do animal (indivíduo) e do ambiente. O verbo afford, do inglês, pode ser traduzido como permitir-se, ter recursos, proporcionar, causar. Produzir affordances, na perspectiva do observador, faz referência ao processo de perceber objetos permeados de valoração. Van Lier (2004 apud SOUZA, 2011) pressupõe que o aprendiz ativo deve estabelecer relacionamento com e dentro do ambiente, em toda sua rica complexidade de fatores, interagindo em um espaço semiótico multidimensional.

O ensino de linguagem nessa proposta é um meio para que o aluno compreenda e insira-se no mundo por meio do domínio da Linguagem e das representações simbólicas. “Assim, na medida em que ele se torna mais competente nas diferentes linguagens, torna-se mais capaz de conhecer o mundo” (VIEIRA, 2008 p. 449).

Novas tecnologias, ao se espalharem pela sociedade, levam a novas experiências e a novas formas de relação com o outro, com o conhecimento e com o processo de ensino. Conhecendo o percurso que a informação faz até se transformar em conhecimento, podemos desenvolver modelos de ensino-aprendizagem e de design instrucional que ajudem o aluno nos “processos de seleção, integração, armazenamento e recuperação da informação” o que a Filatro (2008, p. 72) trata como teoria da carga cognitiva.

Essa teoria aplica-se a todos os tipos de conteúdos, todos os tipos de mídias, e a todos os estudantes, visto que, ela tem como fim saber como se elabora as ferramentas de ensino – texto, imagens e áudio – e como aplicá-las a todo o conteúdo de ensino, bem como as plataformas de aprendizagem a distância, no intuito de potencializar a aprendizagem e desenvolver habilidades flexíveis através da criação e uso de recursos e ambientes de aprendizagem que estejam em sintonia com processo cognitivo humano.

De acordo com a Teoria da Carga Cognitiva (FILATRO, 2008), o aprendizado eletrônico deve propor atividades e exercícios práticos que requeiram dos alunos processar informações, em vez de simplesmente recuperar informações previamente fornecidas. Sob a luz do princípio da prática podemos dizer que o conjunto – site/aplicativo permite ao aluno por em prática o conhecimento adquirido em sala de aula através da construção dos mais diferentes gêneros de texto, de acordo com o conteúdo estudado.

Assim, devemos criar atividades que levem os alunos a processar informações utilizando linguagem verbal e não-verbal, e não apenas um sistema semiótico, que não garante a capacidade de armazenamento na memória. Além disso, essa é uma forma mais prazerosa de aprendizagem.

O uso de ferramentas que propiciem novos significados exige profundas mudanças na forma de aprender, não sendo possível fazê-las apenas se espelhando no modelo educativo tradicional.

Atividades de ensino de língua mediadas por computador não é trocar o giz pelo mouse, é promover a autonomia do aluno, tornando-o construtor de seu conhecimento, instigando-o a buscar a informação, processá-la, analisá-la, criticá-la, para, enfim, apropriar-se dela de maneira consciente.

 

Web 2.0 no ensino de línguas

 

Antes de falarmos das ferramentas que propiciam a aprendizagem mediada pelo computador, é necessário esclarecer o conceito de web 2.0, visto que antes mesmo dos primeiros passos que tornariam a Web possível, Vannevar Bush (1945) já previa o que seria possibilitado pelo ambiente on-line, em sua idealização de um dispositivo, intitulado Memex, no qual poderíamos salvar toda nossa biblioteca, nossos registros, nossas comunicações, o que poderia ser consultado com rapidez e flexibilidade, suplementando assim a nossa memória. A primeira versão da Internet tornou-se uma realização duas décadas após tal projeção quando a ARPAnet, uma rede pertencente ao departamento de defesa dos Estados Unidos, foi colocada em funcionamento (TEELER; GRAY, 2000). Em 1990, Tim Berners Lee implementou a comunicação entre um cliente http e um servidor via Internet, passo que iniciou a popularização da rede que hoje conhecemos como Web.

Mesmo que não haja um consenso sobre esta questão, a academia, em geral, considera que após a implantação da Web, ela vem passando por diferentes fases que são denominadas gerações. A geração Web 1.0 caracteriza-se pela primeira fase da rede como um ambiente de conteúdo mais estático composto por aplicativos fechados, geralmente arquitetados por profissionais da área – webmasters. Desde 2004, uma nova geração de serviços e aplicações para a Internet entre em cena. A denominada Web 2.0 (O’REILLY, 2005) é vista como uma rede social, que permite aos usuários ao redor do mundo comunicarem-se, trocarem informações, arquivos de vídeos, imagens e sons. O’Reilly (2005) sublinha o fato de que Web 2.0 não se trata de algo novo, mas sim uma utilização da plataforma da Web e todo o seu potencial em uma perspectiva filosófica de criação e socialização de conteúdo e de conhecimento.

Em termos de linguagem de programação e de automatização da rede, Berners-Lee e Hendler (2001) antecipam a revolução tecnológica denominada por eles como Web Semântica, que posteriormente em um artigo do New York Times passa a ser considerada uma terceira geração da rede, Web 3.0 ou World Wide Database, termos empregados por John Markoff (2006).

Trata-se da organização inteligente do que está disponível na Web e da tendência para a convergência de várias tecnologias na mesma plataforma.

Várias são as ferramentas que podemos utilizar para promover a interação e a interatividade. A interação define, entre outras coisas, a existência de reciprocidade das ações de vários agentes. A interatividade traduz, mais particularmente, uma qualidade técnica das chamadas máquinas "inteligentes''. Assim, podemos resumir afirmando que a interatividade é feita com a mediação de um meio tecnológico, uma máquina, um computador por exemplo. A interação, por sua vez, se torna muito mais ampla, podendo ser digital (interatividade), ser trocas e influências entre pessoas como em conversas, gestos, recados, discussões, etc.

Sob essa ótica, as relações educativas tornam-se pluridirecionadas e dinâmicas, possibilitando a todos os interessados interagir no próprio processo, rompendo com velhos modelos pedagógicos de comunicação unilateral que privilegia o emissor/professor onisciente e onipotente desconsiderando as peculiaridades do receptor/aluno, que deixa de apenas aceitar ou não a mensagem proposta pelo professor para tornar-se sujeito da própria educação em uma comunidade educacional interativa. Podemos ter dois tipos de sistemas de informática (Design Instrucional): reativos e interativos.

Os reativos seriam aqueles que deixam ao usuário a opção de reagir aos estímulos a partir de respostas pré-definidas, ou seja, as respostas que o usuário pode emitir são previamente selecionadas pelo sistema (ou pelo designer), restando a ele transitar pelo ambiente previamente programado, disparando as possíveis alternativas que o ambiente apresenta.

Já em sistemas interativos, os agentes envolvidos na comunicação podem interagir livremente. É basicamente a diferença entre preencher um questionário com alternativas fechadas e escrever uma redação.

Como Filatro (2008), acreditamos que em projetos mediados por computador a interação é pré-requisito, já que a primeira interação é com a máquina, além da interação com o outro: colegas e professores.

 

Nossas experiências

 

O relato que trazemos é acerca da inserção dos recursos da Web 2.0 no ensino de língua nas referidas escolas e níveis de ensino.

O site www.literaturanaweb.ning.com, desenvolvido pela professora Claudia Murta, em uma escola da rede particular de ensino da cidade de Patrocínio-MG. Trata-se de uma rede social criada dentro do ambiente online NING. É um ambiente agregador e veiculador das produções dos alunos. Ele é uma plataforma utilizada para complementar as atividades de sala de aula. Fomentar a aprendizagem da língua e literatura brasileiras mediante a produção de textos, literários e não-literários, que são veiculados na rede, promovendo a interação entre alunos e professor e entre alunos e seus pares. O público ao qual se destina essa proposta de ensino é o do Ensino Médio, já que a disciplina de Literatura encontra-se inserida na grade curricular desse nível escolar.

As ferramentas disponibilizadas na rede NING são utilizadas aproveitando o que os alunos fazem nas aulas, como vídeos que desenvolvem na disciplina, fotos de eventos da escola, etc., e ainda para fomentar as discussões em fóruns, cujos objetos são os temas literários. O objetivo do projeto é promover atividades utilizando o computador e criar um ambiente em que se possa veicular e articular os produtos dessa interação, compartilhando-os com a comunidade de alunos formada.

De acordo com Filatro (2008) a teoria que melhor fundamentará esse tipo de trabalho é a Socioconstrutivista, já que o objetivo é justamente a colaboração e a interação entre os alunos. O modelo de aprendizado mais condizente é o colaborativo e o design instrucional contextualizado que utiliza os recursos da web 2.0 é o que atenderá às necessidades educativas, levando em conta que a dinamicidade do processo pode influenciar na sua mudança no decorrer das atividades.

A outra experiência compartilhada é o projeto Nice Class, cujo endereço é http://niceclass.webnode.com.br/ desenvolvido pela professora Andréa Centeno numa escola da rede privada na cidade de Uberaba-MG. O objetivo do projeto é elaborar um site contendo atividades que apresentem os grupos de vocabulários básicos para as aulas de Língua Inglesa nos 1ºs e 2ºs anos do Ensino Fundamental, tais como: Greetings, Family Members, Colors, Fruits, Food & Drink, Numbers (0 – 10), Parts of the Body, Days of the Week, Months of the Year and Festivals (Easter & Christmas).

A metodologia de ensino desenvolvida requer primeiramente que as aulas de L2 sejam feitas em sala de aula, a metodologia adotada segue a linha Montessoriana. Os alunos são reunidos em círculo e o professor apresenta o conteúdo a ser trabalhado utilizando materiais concretos, os quais os alunos têm total acesso para manusear, tais como: objetos reais (realia), flashcards, bexigas, massinha etc. O vocabulário é apresentado utilizando-se diversas estratégias e os alunos são convidados a interagir com seus colegas em L2. Nesse momento ainda não há nenhuma escrita, uma vez que as salas montessorianas do colégio utilizam o método fônico de alfabetização, o qual, nesse primeiro momento, acarretaria confusões desnecessárias aos alunos. Após todos terem conhecido o assunto, atividades recreativas e de produção criativa são proporcionadas. Nesse momento, os alunos têm acesso à parte escrita das palavras, porém a mesma não é enfatizada. Logo em seguida, em uma próxima aula, os alunos são convidados a praticarem os assuntos estudados na semana anterior, na sala de informática acessando o site criado para esse momento. Caso os alunos se sintam envolvidos e queiram praticar as atividades propostas pelo site em suas residências, será pedido para que os pais estejam juntos nesse processo, uma vez que é possível acessar o site diretamente, não sendo necessário passar pelo próprio site do colégio onde há um link para esse trabalho. O professor manterá um canal direto com pais e alunos através do link feedback proporcionado pelo site.

Assim sendo, temos como proposta adaptar as aulas de L2 em consonância com a computação, promovendo atividades virtuais que reforcem os vocábulos trabalhados. Através de um site, o aluno poderá praticar tais vocábulos no laboratório de informática do colégio, ou até mesmo em casa, com o auxílio dos pais. Essa interação será sempre acompanhada pelo professor/mediador, que, constantemente, checará no site o link feedback.

 

Ferramentas utilizadas

 

A seguir listamos uma série de ferramentas da web 2.0 e de outras gerações que utilizamos em nossas propostas. Os endereços elencados poderão servir de referência a demais profissionais da educação que queiram inserir em suas aulas os recursos do computador e da internet.

 

CRIAÇÃO DE BLOG

EduBlogs: http://edublogs.org

Blogger: http://www.blogger.com

Wordpress: http://wordpress.com/

Multiply: http://multiply.com/

 

VÍDEOS

Vixynet: (Converta arquivos do YouTube no formato FLV para AVI, MOV, dentre outros) http://vixy.net/

Yolango: http://www.yolango.com (indicação da Profª Dra Vera Menezes)

Blip.tv: http://www.blip.tv/

Google video: http://video.google.com/

Eyespot (editor de vídeos online): http://eyespot.com/

Like television: http://tesla.liketelevision.com/

Pyro.tv: http://www.pyro.tv

 

SERVIÇOS DE PODCAST

Criação e hospedagem de Podcast: http://www.podomatic.com

CNN Podcasts http://www.cnn.com/services/podcasting/

Digital Podcast: http://www.digitalpodcast.com/

Newsweek Podcast: http://www.learnoutloud.com/Podcast-Directory/Social -

Podcast directory: http://www.podcastdirectory.com/

Podfeed: http://www.podfeed.net/

 

PLATAFORMAS WIKIS

Tiddyspot: http://tiddlyspot.com/

Wetpaint: http://www.wetpaint.com/

Wikia: http://www.wikia.com/wiki/Wikia

Wikispaces: http://www.wikispaces.com

 

CRIAÇÃO DE HISTÓRIAS EM QUADRINHOS

http://www.makebeliefscomix.com/ (indicação da Profª Dra. Vera Menezes)

http://www.stripcreator.com/

http://mashon.com/comics/

www.pixton.com

 

Estes são apenas algumas das infinidades de possibilidades que o computador e a internet podem trazer para o ensino de línguas. A cada dia novos aplicativos, ferramentas, softwares são criados e disponibilizados no universo virtual.

 

Considerações finais

 

A escola deve estar aberta para as novas modalidades de aprendizagem que podem ser mais democráticas e responsáveis pelo desenvolvimento da cidadania à medida que mais artefatos culturais são disponibilizados e veiculados na internet.

A condição de letrado digital é hoje uma premissa de integração social, especialmente no mundo do trabalho, e a promoção do letramento digital pode e deve ser mais uma das tarefas da escola.

A cultura digital pressupõe uma nova forma de aprendizagem que se caracteriza por ser mais dinâmica, participativa, descentralizada (da figura do professor) e pautada na independência, na autonomia, nas necessidades e nos interesses imediatos de cada um dos aprendizes que são usuários frequentes das tecnologias de comunicação digital e que ultrapassam os limites da sala de aula (XAVIER, s.d.).

 

Referências

 

BERNERS-LEE, T.; HENDLER, J. The semantic web. Mai. 2001. Disponível em: <http://www.scientificamerican.com/author.cfm?id=582>.

FILATRO, A. Design Instrucional na prática. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2008.

GIBSON, J. J. The theory of affordances. In: ______. The ecological approach to visual perception. New Jersey; London: Lawrence Erlbaum Associates, 1986. p. 127-143.

LÉVY, Pierre. A Inteligência Coletiva por uma antropologia do ciberespaço. São Paulo: Edições Loyola, 1998.

MARKOFF, J. Entrepreneurs See a Web Guided by Common Sense. In: The New York Times. Nov., 2006. Disponível em: <http://www.nytimes.com/2006/11/12/business/12web.html>.

O’REILLEY, T. What is Web 2.0. set. 2005. Disponível em: <http://oreilly.com/web2/archive/what-is-web-20.html>.

PAIVA, V. L. M. O. Affordances beyond the classroom. (no prelo). 2010. Disponível em: <http://www.veramenezes.com/beyond.pdf>.

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SOUZA, V. V. S. Uma textografia de ambientes virtuais de aprendizagem à luz do paradigma da complexidade. 2011. Tese (Doutorado em Linguística Aplicada) - Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte.

TEIXEIRA, C. E. J. A ludicidade na escola. São Paulo: Loyola, 1995.

VIEIRA, A. Formação de leitores de Literatura na escola brasileira: caminhadas e labirintos. Cadernos de Pesquisa. São Paulo: Fundação Carlos Chagas. v. 38, n. 134, maio/ago. 2008.

VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1994.

______. Pensamento e Linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 1993.

XAVIER, A. C. dos S. Letramento digital e ensino. Disponível em: <http://www.ufpe.br/nehte/artigos/Letramento%20digital%20e%20ensino.pdf>. Acesso em: 10 jun. 2010.

 

 

 

*Artigo publicado em 2011 na Revista do SELL (Simpósio de Estudos Linguísticos e Literários) – ISSN – 1983-3873 / Qualis B4.

 

http://www.uftm.edu.br/revistaeletronica/index.php/sell/article/view/183/210